Cinco passos sobre a mágica da arrumação

Quem é que não gosta de ver a casa limpinha e tudo organizadinho né? Ter um ambiente clean e poder chamá-lo de lar é o sonho de muitos. Eu mesma posso afirmar que acompanhar programas de reformas é um vício! Com direito a muitas pesquisas e uma pasta no notebook inteiramente dedicada à inspiração de decoração. Mas, como ter e manter nosso cantinho com a nossa cara e arrumado? 

Foi com esse objetivo que Marie Kondo apareceu na minha vida. Marie é uma japonesa que, desde os cinco anos de idade, se dedica a esse assunto com afinco. Como se não bastasse gostar da coisa, ela também transformou seu maior hobby em profissão e, hoje, é uma personal organizer de muito sucesso. Em 2015, Marie lançou o livro "A Mágica da Arrumação" e caiu nas graças do público por trazer um método simples de organização, chamado de "KonMari". 

Por isso, fui atrás do livro dela e me surpreendi com a facilidade pela qual se trata o método. O livro, que é relativamente curto, tem uma linguagem fluída e acessível, e traz o tema de forma direta ao leitor. Pensando nisso, reuni os principais tópicos desse método para compartilhar com vocês, sem tirar o ânimo de quem quiser lê-lo ainda. Afinal, os exemplos que ela dá no livro contextualizam bem mais. 

1. Descarte! 
Encare esse primeiro item como uma ordem (em duplo sentido mesmo). Um papel que você não precisa mais, uma roupa que não usa há anos, um chaveiro de estimação... Isso não te pertence mais! Jogue fora! Doe! O maior inimigo da organização é o acúmulo e o apego às coisas que já não desempenham nenhuma utilidade na nossa vida.

2. Isso te traz alegria? 
Quando estiver separando o que deve ser passado adiante e tiver dúvidas do que deve permanecer, aplique essa pergunta. Olhe para aquela blusa verde musgo guardada no fundo do armário e se questione: "isso me traz alegria?". Caso a resposta seja negativa, se desfaça do item. O princípio desta pergunta se dá, principalmente, pelo fato de que se nós queremos estar bem, então é natural que só permaneçamos com aquilo que nos traga felicidade. 

3. Organize por categorias, não por local
Quantas vezes a gente começa uma organização pelo quarto e deixamos os outros espaços da casa desorganizados? O ponto-chave aqui é: organize por categorias! Reúna, por exemplo, todas as suas roupas. Quando as vemos juntas tomamos consciência de quantas peças são necessárias ou não no nosso cotidiano. Faça isso com todos os outros itens: sapatos, livros, papéis, tupperwares, panelas, etc. Assim, você se desfaz definitivamente daquilo que não utiliza mais. 

Vale seguir a ordem de prioridades que Marie estabeleceu: roupas > livros > papelada > miscelâneas > itens de valor sentimental. Dessa maneira, quando chegar ao último tópico, você já estará preparado para desapegar. 

4. Colocando no lugar
Na hora de arrumar seus itens nos seus devidos lugares, divida apenas em duas seções: uso frequente e pouco usual. Assim fica mais fácil de manter aqueles que são de uso frequente à vista e, os outros, em local de fácil acesso para que possam ser lembrados para serem utilizados - quando necessário, ou na época ou estação corretas. 

5. Usou? Guardou!  
Não há efeito rebote se você torna o ato de organizar um hábito. Essa é a premissa de Marie. Para que sua casa não volte à desorganização, a regra é clara dos maiories aos menores itens: usou, guardou!

[Extra] Seja grato! 
Parece pequeno e bobo, mas é um dos tópicos que mais achei fofo do livro. Vai se desfazer de algum item? Agradeça a ele pela função que exerceu em sua vida e deixe que ele siga sua caminhada. A gratidão não só vai fazer bem a você por esse momento de prece, como também ao objeto que será energizado. 
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Motiv(ação)


Metas, agendas, planners e to-do lists, tudo taggeado e devidamente organizado em dias e horários que devem ser cumpridos. Mas, falta algo... E o pior, falta o principal: motivação. Quem nunca se pegou nesse dilema? Nesse ano em que tudo se mostrou novo, fiquei perdida-perdidinha com minha nova rotina. Ou, melhor dizendo, com a ausência de rotina. 

Recém-formada e desempregada, tudo o que mais queria era me dar umas férias e torcer para voltar logo ao batente. Porém, a realidade já me derrubou com os dois pés numa super voadora como quem diz: "tu tá pensando que é quem, menina?". Lidar com essa nova condição é extremamente desestruturador. O dinheiro dá tchau, as contas batem à porta e a mãe cobra até pela sua saidinha ali com o boy. É dureza! 

Contudo, você tem que adotar a postura de "agora sou adulto, p#$%@!", mesmo que no fundo do profundo do seu ser só queira ficar mais uns diazinhos de férias forçadas até a hora de arregaçar as mangas, labutar e levar um susto. Cadê ela, a maldita motivação? Neste exato momento, estou achando que ela está rindo de mim, dizendo: "foi passear, perdeu o lugar, bonitinha!".

É triste? Muito! Dá vontade de desistir? Com certeza! Apesar de saber que devo iniciar pelos lugares mais óbvios, o começo parece distante e amedrontador. E quem não se sente assim? Entretanto tenho aproveitado esse hiatus da vida profissional para me autoconhecer melhor. Tanto que me deparei com o canal da Gisela Vallin. Uma vlogueira fofíssima que é terapeuta e dá altas dicas sobre comportamento e desenvolvimento pessoal. 

Foi no canal da Gisela que levei a maior tapa (ou as maiores tapas como queira, porque sim foram várias) da minha existência. Enquanto estava em busca de inspiração para dar continuidade às minhas atividades, ela me apareceu e disse num de seus vídeos
"A ação vem antes da motivação". 
E eu fiquei como? No chão, estatelada contemplando os meus vários nadas... (Pausa para respirar.)

Isso fez tanto sentido para mim! Me fez perceber o quanto a gente adota essa postura de que algo externo deve nos motivar para que possamos agir, simplesmente, nos fazendo transferir nossas responsabilidades a terceiros. Quantas vezes eu fiz (nós fazemos) isso? Agora, segura esse forninho! 

Quantas vezes você desejou algo, mas desistiu antes mesmo de tentar porque, aparentemente, ninguém estava te ajudando ou não iria te ajudar? 

Quantas vezes você deixou de começar a fazer aquela reeducação alimentar porque sua família ou seu namorado não te apoiava? 

Quantas vezes você deixou de realizar seus sonhos porque era muito difícil conseguir apoio financeiro? 

Coloque aqui algo que você deseja e se pergunte verdadeiramente: eu quero realmente isso para minha vida? O que me impede? 

Não se engane e não transfira a culpa para os outros. É muito fácil cairmos nessa fuga. Então, responsabilize-se pelos seus objetivos! Entrar, literalmente, em comunhão com suas metas é difícil, porém, ninguém o fará por você. 

Eu também estou aprendendo a colocar uma meta por vez e me forçando sim a cumprir uma obrigação por dia, porque se não for assim, quem vai fazer por mim?

às escuras;



Não preciso dizer, mas para fazer sentido à história, eu conto... Eu gosto quando você apaga as luzes do quarto e com seu jeito costumeiro se apruma do meu lado me fazendo seu travesseiro. É, daquele jeito distraído em que uma conchinha me permite que o meu corpo a ti se aninhe, que suas pernas se entrelacem com as minhas e sua voz e respiração ficam tão próximas ao meu ouvido que por um momento parece que somos um. Eu gosto mesmo, sabe. Porque, dessas proximidades, às escuras nossas conversas ganham outro tom. O não-ver nos faz revelar outros rostos, a dar razão para outras vozes em antigas e novas histórias. Nos dá liberdade para curar os malditos silêncios, a estancar feridas ainda expostas, a cuidar de sentimentos mal cicatrizados e a silenciar quando não há mais nada o que sentir ou por sentir demais. Mesmo sendo gente grande que ainda tem medo desse negrume que habita o seu quarto, é com você que eu desbravo os meus e os nossos monstros na escuridão. Porque, no fundo, a gente só precisa que o outro seja com amor uma luz, um clarão. Uma voz, um ombro, um tato amigo que nos ajude a atravessar essa vida que nos grita lá fora com sua imensidão.

Gratidão 2016!

Parece clichê e muito "namastê, good vibes" falar gratidão, mas faço jus ao apelido que uma amiga me deu. Sou "menina gratidão" mesmo e, se reclamar, agradeço até incomodar! Entre tapas e beijos, saí com a bagagem cheinha de momentos e histórias felizes de 2016. E revisitando minhas metas para o ano que findou, fico ainda mais contente vendo que meus planos tenham sido tão singelos mediante a tantas coisas boas que vivenciei. 

Lá no comecinho do ano, havia me proposto a ter um "pote da gratidão", aonde escreveria em papéizinhos pequenas felicidades cotidianas. Não cumpri minha ideia inicial com louvor, porém, até onde sei e escrevi só o exercício de olhar o lado bom da vida me fez um bem danado. E notei que, sim, a felicidade mora nos mínimos detalhes! 

Desenrolando os papéis pude relembrar o dia em que fiquei animada por uma receita ter dado certo, por reencontrar pessoas queridas aleatoriamente na rua, por ter comprado um livro que mudaria a minha concepção de Amar, por ter estado mais perto da minha família e dos meus amigos de estágio. E, principalmente, por ter redescoberto o valor de momentos simples. 

Dois mil e dezesseis, sem dúvidas, exigiu de mim compromisso. Compromisso com os meus objetivos e minhas crenças, comigo mesma e com aqueles que estão ao meu redor. Autorresponsabilidade pelo que plantei e colhi. Sobretudo, a me autoconduzir na hora da saída e do retorno do casulo que eu criei para mim mesma, como forma de redoma protetora. 

Eu agradeço por todas as circunstâncias em que, finalmente, me arrisquei em ser eu mesma. Por ter saído mais para dançar e por ter feitos três workshops incríveis. Por ter feito um minicurso de massagem e de Reiki que transformaram e aguçaram minha vontade de trabalhar com terapias. E, em meio a tantas andanças e pessoas, por ter encontrado um Amor que compartilha diariamente gostos parecidos e uma vontade ímpar de crescer pelo Caminho do Bem. 

Nesse último ano, também pude agradecer à minha família, amigos próximos e virtuais que acompanharam minha labuta na faculdade, pois, com mérito, concluí meu curso. Ou seja, esse 2017 promete... E o meu desejo continua pequenino: que sejamos abençoados e felizes e que vivamos em paz!  

ensaio;


Já tem um certo tempo, moço, em que esse escrito é um ensaio sobre você. Um rascunho. Uma palavra. Um sentimento. Mais uma vez, um traço que se delineava em mim pra depois ser borrão...

Mas, eu estava enganada, moço. Dessas linhas tortuosas que esboçavam nossos planos, nada impediria o nosso Encontro. E você provou grafando no meu cerne o que, por algum tempo, eu duvidava da minha própria intuição. Não era, nem é ficção. Tampouco conto ou imaginação. Porque, quando confiaram a mim a sua anunciação, essa crendice toda se tornou minha principal oração. 

Assim mesmo, das mãos, prece. Dos lábios, bendição. 

E o medo que residia em mim de viver e ser história, me rendeu a alegria de fazê-lo personagem dessa brincadeira de rimar e construir memórias. Para, finalmente, eu criar coragem e te rasbicar, moço. Pr'eu te bordar e guardar nos meus bordejos e para te mostrar o quão bonito é te tecer no coração.

Porque desse roteiro que já conhece, às vezes, fico devaneando... Da mesma forma que esperei para você vir. Agora, só queria que você se demorasse por aqui e em mim. Mesmo com esse (nosso) receio tolo, vezenquando, vem aquele pedido ressoando: fica e deixa a gente se descobrir, moço. Sua chegada me desarmou e me fez entender que tantos ensaios me levavam a um só rumo para me fazer sorrir.

Você!, 

Que estava tão perto e passava tão desapercebido por mim, ressignificou o Amor e passou a ser sinônimo de leveza e sentimentos bons. Sorriso frouxo, fala mansa ao prosear e abraço apertado para ser meu lar. 

E, desde então, com você me envolvendo, me sinto paz. Transbordo com sua presença e vou permitindo na brevidade dos instantes a transformar os laços em nós.