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O que te inspira?


Speak To Me/Breathe by Floyd, Pink on Grooveshark

"Por mais que você viva e voe alto,
e os sorrisos que você vai dar e lágrimas que vai chorar
e tudo que você toca e tudo que você vê,
é tudo que sua vida sempre será..."

Eu tenho medo e por tê-lo me parece inspirador. As (in)certezas me são tão claras aqui, agora. Mas me intriga e repito, o que te inspira? Você diria: "a natureza, a simplicidade dos momentos e a sutileza do amor e das pessoas". Conveniente, você quer dizer. Certo? Desculpa se sou ríspida e ignorante, é que não tenho estado em paz e eu queria era mandar tudo pra merda. Essa merda que chamam de vida está um caos e pra ela tanto faz se de mim não arranca nenhum sorriso mais. Ou eu quem deveria conquistá-la e fazê-la alegrar-se? Talvez esse seja o seu jeito de menina graciosa de me tomar pra si, sendo que já me tem. Mas, sabe, moça-vida, eu estou com tanto medo das imprevisibilidades do tempo e da incompreensão do mundo que não suporto mais que me peçam calma, que me falem "você precisa ser forte". Às vezes, quero gritar um estridente "NÃO!". Eu já fui calma e estou sendo forte, será que eles não veem? Essa montanha-russa de sensações tem que cessar ou quando eu estiver lá embaixo, no chão, permanecerei lá por puro medo d'outra queda. E, ah, a história de que o medo me é inspirador? É que somente com ele à minha frente eu visualizei os meus sonhos, as pessoas que me fazem bem, as circunstâncias e os sentimentos que me prendem a tudo e a você, moça-vida. Quando sã eu apenas a abrevio querendo curti-la, mas é no desespero que me faço dependente sua. Ouça meu pedido sincero: só seja generosa comigo, por favor. Me permita viver e mostrarei ao mundo quem sou eu.

Inspiração do dia: Eles largaram o trabalho convencional para fazer o que realmente amam.

♪ Eu assim, você assim

"Nunca, nunca, nunca, nunca
 fuja, finja, fale que eu não disse
baby, baby, baby, baby.
Vamos ser sinceros, come on baby..."
Tulipa Ruiz - Like This

Acredito que seja impossível passar pela vida sem se magoar ou magoar alguém. É, definitivamente é inviável atravessar o mar da vida e chegar a outra margem intacto. De um modo ou outro, nos magoamos. Não só nos magoamos, como também magoamos os outros. Faz parte da nossa natureza imperfeita. Não há como nos livrar dessa nossa característica ferina. Porém, o que é verdadeiramente inaceitável é sofrer calado. É ser ferido e ficar chorando no canto, calado, com a dor engasgada na garganta.

Mas não, não se julgue covarde, apenas comedido em seus atos e suas palavras. Não é a toa que creio que há poucas pessoas que parem para refletir sobre suas próprias atitudes antes de apontar o bedelho nas fuças do outro. Porque, afinal, vivemos em pleno “júri popular” cotidianamente, onde se procura culpados e nós – o lado frágil -, no mínimo, seremos as vítimas.

Sabe quando você se entende perfeitamente com alguém e, num dia qualquer, esse alguém profere uma palavra de modo descuidado, ou faz algo que nos atinge de uma maneira negativa? Pronto, parece que grande parte do encanto se desfaz e, subitamente, aquela relação, antes harmoniosa, se torna tensa e “cheia de dedos”. Você se sente magoado, se sente triste, porque, mesmo sem saber se houve ou não a atenção de te deixar pra baixo, deixou e você não consegue simplesmente deixar pra lá. Você se sente sufocado e, numa bela manhã, resolve explodir e despejar tudo ao tal alguém. E aí, amigo, as coisas podem ficar verdadeiramente feias.

Exagero? Não. Sensibilidade à flor da pele? Talvez. É custoso manter um diálogo quando tudo já veio por terra abaixo. Provavelmente, a parte magoada melindre e a outra se sinta acuada, porque nem sabe o que cometeu. E aqui vejo onde mora o erro – as pessoas têm medo de chatear umas às outras com a verdade quando se sentem incomodadas e ao acumular esse rancor dito “bobo”, pode nos trair por dispará-la num momento inoportuno.

E é totalmente possível magoar alguém, e nem ao menos se dar conta disso. Como dizem alguns: “Eu sou responsável pelo que digo, não pelo que os outros interpretam...”. Porém, quando a parte magoada abre o seu coração, ela espera que a outra, a que magoou, tente entender seus sentimentos, mesmo que eles sejam meio loucos, meio exacerbados. Não somos responsáveis pelas interpretações alheias, mas podemos analisar nossas palavras, estudar, de forma honesta, se elas não dão mesmo margem a uma interpretação equivocada. Porque, dessa maneira, evitamos tantos desentendimentos, tantas picuinhas sem importância.

Confesso com todas as letras: sou sentimentalóide assumida. Tenho medo de ferir os outros com minhas palavras e, se porventura, firo o outro com o que falo ou pela maneira como ajo, dou logo um jeito de engolir o orgulho e tentar entender seus motivos. Porque quando sou eu o lado atingido, sei como é. Às vezes, esses mesmos motivos parecem não ter pé, nem cabeça. Mas sinto-me incomodada por ter causado tamanha confusão por “nada”. Pois esse “nada” é sempre “tudo” pra alguém. Acredito que o sentimento mais humano talvez não seja o amor e, sim, a empatia – um pedacinho de amor e respeito. Pra que nos faça entender e acolher o outro. E o equilíbrio é o motor pra todo bom relacionamento.
Parceria super especial com a guria arretada Erica Ferro. Uma ótima maneira de fechar meu ano aqui no blog. Espero que vocês levem para 2013 um pouquinho mais de amor pela vida e dialoguem mais com seus amigos, familiares e conhecidos. Porque, sim, a conversa é a base de tudo. Um feliz 2013 a todos vocês que passaram por aqui. Que tenhamos um ano mais próspero! Beijo pra quem é de beijo

Alzheimer

Com o passar dos anos notei que a vida é breve e passa depressa diante da nossa própria pressa, atropelando os anos, os sonhos e a nós mesmos. E, de repente, fim. O que era para se ser, não foi e o que foi, simplesmente, cai no esquecimento, supera-se ou substitui-se por outras lembranças. No pensamento apenas um amontoado de quinquilharias e vagarosidades.

Nas fotografias, alguns rostos hoje até desconhecidos esboçando a alegria do momento, sorrisos compartilhados, trajes da época, poses em desalinho, a espontaneidade ou, decerto, a pose ensaiada como a matriarca ensinou. O lugar tampouco importava, mas esforçando a mente, porventura, fosse uma tarde qualquer regada às conversas e filosofias ou apenas embromação para atrair mais gente à nossa volta. Era o gosto da liberdade de ser e de se divertir sem se importar com quem ou para quê.

Inesperadamente, as manhãs correndo pelo galinheiro, o pomar e o quintal da vovó desaparecem; a meninice passa; as reuniões em família ocorrem apenas em datas especiais e, mesmo assim, tornam-se escassas; os amigos de papai somem aos poucos e os verdadeiros aparecem com certa frequência para uma cerveja gelada ou um bate papo amistoso... Colegial, primeiro amor, primeiro beijo; faculdade, primeiro namoro, festas e primeira vez; primeiro emprego, independência, carteira de motorista e decepções... Entre encontros e desencontros, a persistência em esquecer os erros, os defeitos e as tristezas como se a vida fosse feita apenas de bons momentos.

E, desses últimos anos, ponderei que o melhor da vida é subsistir – existir, ser e aprender a viver. Estou escrevendo tudo isso enquanto há tempo... Tempo para me recordar dos momentos, dos lugares, dos nomes e rostos – mesmo sabendo que de muitos o próprio tempo fez questão de apagar da minha memória -, das cores, dos gostos e dos meus próprios sonhos.

Nós somos tão banais, tão fúteis. Quantas vezes pedi a Deus para me esquecer de ocasiões inoportunas e das frustrações?! Perdi as contas... Mas eu não sabia da dor do olvido e lutava frivolamente entre a razão e a emoção.

Agora, sou uma passageira do tempo. Deixo que me leia enquanto estou sã, porque daqui a algum tempo estarei existindo em todas as minhas realidades vividas até não saber mais quem sou.
Texto inspirado numa crônica da Danuza Leão, já estava com a ideia e ao ler o texto dela amadureceu o que eu já tentava escrever. Enfim, até mais!
Beijo pra quem é de beijo.

Hoje: Viver!

Dia passando devagar... Quase parando. E eu enxergo que é preciso viver um dia de cada vez neste mundo disperso do qual tudo passa muito devagar ou rápido demais.

É preciso ser e sentir. Esquecer as aparências, as evidências do passado e seguir, às vezes, até sem rumo, mas prosseguir. E quando achar a estação certa, parar e aspirar sobre tudo o que há no dia - lugar, pessoas, cores, cheiros, sabores - não deixar que nada escape dos olhos e dos sentidos. Como se olhasse para as coisas de forma a vê-las pela primeira ou última vez, tentar aspirar dos segundos os milésimos mais preciosos e dos quais fazem todo o sentido ou um medo maior. Que haja coragem e despudor para conhecer o novo e usufruir do mesmo. Prender-se nos detalhes e ao mesmo tempo ignorá-los se assim preferir; resgatar o que há de bom em tudo o que se pode ver e admirar. Que haja sensibilidade para notar todas as formas de beleza mesmo quão diferente e perturbadora seja. E a beleza, neste meio termo, é o que surge da capacidade de se deixar levar, de se tornar sensível e um ser terno aos olhos do que é tão sublime.

A vida é como uma partida de xadrez aonde nunca se sabe qual será a próxima jogada; podemos até antecipá-las e brincar de adivinhar o futuro; mas que graça terá se todos os passos soubermos? Entendo que tudo deveria partir da contemplação, da arte de se deixar observar, da pequena essência de que o hoje seja o agora, e de que o mais importante é esse momento.

Então deixe que o tempo corra e quando a sensação de que a vida está se esvaindo entre os dedos, abra os olhos, a mente, se abra para o mundo! Esteja em qualquer estrada perdido, pare e busque outro caminho, novos horizontes, dê direção ao que quer. Refaça os planos, reconstrua os sonhos, se dê novas oportunidades de viver. Consuma vida e se inspire!

Texto feito em parceria com a maluquete da Allyne Araujo. E venho mais para divulgar, em breve, o blog Gurias Arretadas - parceria entre também Erica Ferro, Dayane Pereira, Ana Seerig e Rebeca Postigo.
Enfim, volto mais blogosfera. Beijo pra quem é de beijo!

Ela

Pensei, pensei,... E adivinhem: pensei?! Mentira, senti!

Não sou boa com homenagens, tampouco com palavras. Li o último texto dela e senti... Que a vida ganha cor, sabor e amor quando palavras nos preenchem – a cada fresta e vão de minguadas e singelas palavras, as quais nos são pronunciadas. Basta querer sugá-las para si, aspirá-las ao mais profundo possível e deixá-las nos consumir. Quem consegue tal proeza é digno de aplausos, de suspiros e até lágrimas. Mas, e quando o som das mãos não pode ser escutado, os suspiros apenas devaneados e as lágrimas não enxugadas? Até através das palavras ovaciona a quem se admira, encanta-se e conforta-se. E eu me aproximei dela assim...

Ela transformou meu mundo... Reergueu-me quando imaginei que não houvesse mais sonhos cá dentro do seio, fez-me rir do inevitável, aninhou-me mesmo sem seus braços envoltos a mim e cantarolou comigo mesmo sem ouvir minha voz. Eu lha amei, garota, da primeira vez em que lha li, e daí? Esgueirou-se, aproximou-se e tratou de me conquistar com esse jeito moleca, indecisa e sabichona de ser. Enquanto me fala de sorrisos, lha falo de palavras, porque me fascinou com sua maturidade e sensibilidade com a qual transmite as cenas mais improváveis e os sentimentos mais inimagináveis.

Hoje, não me vejo sem você. E sei que nesses poucos e intensos meses de amizade, sinto sua falta e luto contra a rotina sobre nossos dias que trata de nos afastar mais ainda, como se não bastasse à distância em quilômetros entre nossa existência. Mas saiba que espero o dia em que toda essa sua falta que se amontoa dentro de mim passe logo e que possamos nos conhecer. Para eu poder ouvir você cantar (sim, eu tenho essa vontade), para podermos gargalhar e comer pipoca doce juntas.

Vejo-a fazendo tantas homenagens lindas que me envergonho em publicar esta. Porém diante das circunstâncias e tratando-se de Tatiane Tosta achei que esse meu amor, carinho e amizade, os quais compartilhamos têm que ser expostos a todos com e sem – clichê e melosidade - possíveis.

Minha chatinha, xuxuzinha e trenzinha. Amo-lhe e desejo-lhe todas as coisas boas: amor, saúde, felicidade, alegrias, sabedoria e muita fé para crer que você é capaz e merecedora de tudo isso! Porque eu creio que você pode crer em si mesma e nos seus sonhos e vontades. Lute pelos seus ideais sempre, mas não se esqueça de vivenciar e sentir o gosto de cada conquista, porque eu estaria aqui, de longe, torcendo por você!

Quanto tempo... Quase um mês sem postar e ainda devendo visitas, mas vamos lá gente, hoje é um dia especial para "a garota dos Nove" - 09/09/1989. Aqui está minha admiração por ela, Ta-ti. Merecia mais, mas foi o que consegui expressar para uma pessoa tão ímpar em minha vida. (:
Beijo pra quem é de beijo.

O tempo: eu vs. você

(...) Queria saber onde é que está aquele tipo de namorado que você não veste para se exibir, mas despe para provar só pra si mesmo o quanto é feliz. Que você não desfila ao lado, mas leva dentro do peito.”

Eu não sei que querer é esse tão inexplicável quando, na verdade, eu nunca o tive, ou o toquei nem o olhei nos olhos, ou o experimentei. Só sinto esse reboliço de emoções. E agora que o vejo através de fotos ao lado de outra, me pergunto: quando foi que você deixou de perceber em mim o quanto eu o quero, se eu sempre o quis? Talvez, você que não gostasse tanto assim de mim. Ou, aliás, você nunca gostou de mim. Porque eu dizia “eu te amo” com a voz embargada quase chorando, e pedindo para estar ao seu lado e do outro lado da linha você ria. Enquanto eu tentava desfazer o embaraço em que você me metia e também o acompanhava rindo da minha tolice.

Mas, ah, do que adianta eu me questionar hoje sobre você... Você simplesmente foi. Sem querer me chatear me chateando, se desculpando, porém eu nunca o desculpei, desculpa. É que me sinto traída e não sei lhe aceitar em minha vida no posto de “amigo”.

Sou mulherzinha, e tenho sonhos de mulherzinha e você estava nos meus planos ao meu lado como meu... Estou sendo tola outra vez e já faz tanto tempo. Queria saber se essa dor um dia para de inflamar e se existe remédio para “desamar”. Quero encontrar as respostas através das minhas teorias de “achismos”, porque eu sempre fui tão sua mesmo sem você pedir e eu poderia esperá-lo. Mas do que adianta? Você marcou o nosso fim (isso se existiu um “nós” nessa história).

Eu vou ser feliz, mas não garanto a ninguém que serei capaz de amar o quanto eu amo você. E a vontade de deletar tudo o que disse e admiti nesse momento é grande, mas quer saber de uma coisa? Você já faz parte de mim; aquela parte que não cala e que de alguma forma me mantém em pé, por ódio e por amor num mesmo instante; aquele defeito incontestável, porém aceitável que todos veem e eu simplesmente consinto, pois quem gostar de mim terá que aceitá-lo sem tentar modificá-lo desde a forma como o vejo até onde eu o sinto.

Fui adiando e enganando a mim mesma, enquanto as horas, dias, semanas, meses e anos até perceber que eu amo a ideia de ter você. E em uma vã tentativa entreguei-me à minha imaginação e a quem você nunca foi.

E hoje, notei que as dores já são tão inerentes a mim que a qualquer queda ela mesma me amortece. Habituei-me com os medos que nada mais me desespera; com olhar triste a aflição parou de encarar-me. E aos poucos, sei lá... A tal paixão adormecida encaixou-se em algum vão entre meu coração e as artérias e esvaiu-se de mim. Foi assim, de repente. Leia bem, digo, a paixão. Como se a televisão ficasse em permanente preto-e-branco até que alguém audacioso o suficiente possa recuperar as cores. Sem querer arrancar-lhe de mim ocupando meu coração pedaço a pedaço. Porque eu não gosto de pensar em “substituição”.

Com o tempo... Ouso pronunciar seu nome para que o escute, mas da garganta a palavra sai seca e meus lábios formam uma linha como de lua minguante. E, talvez, seja isso. A vida ganhe algum sentido na perda. Quando sorrateiramente eu compreendi que não conseguia sequer derramar uma lágrima por você e a visão tornasse a ficar nítida. Porque, com o tempo, sobrevivi sozinha ver você partir para nunca mais voltar, sem ser meu, por eu não poder me entregar a alguém que jamais me quis.

... olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?"
citações de Tati Bernardi


Eu queria mandar isso pra "ele". Mas sabem de uma coisa? Só de escrever isso de alguma forma me reconforta, me faz sentir liberta novamente. Sem mais. O espaço é meu, publico o que quiser e lê quem tem paciência!
Beijo pra quem é de beijo.

E senti;

Eu olhei o céu e senti a bruma do inverno apoderando-se do brilho intenso do pôr-do-sol dando boas-vindas à noite. O tom azul e límpido do céu da Capital banhado por cores de Almodóvar. E a leve brisa tocando-me a pele do rosto fazia-me ficar com nariz e bochechas enrubescidas e ressequidas pelo frio.

Entre as pedras e o farfalhar das árvores da colina todas as tardes buscava a calmaria para que, logo mais a noite, as tristezas não me sucumbisse com toda a voracidade. Era necessário ao menos minutos para lembrar-me de quem eu era antes de você... Quem sabe assim voltava a aprender a viver sem você. A plenitude que tal ambiente me proporcionava era incomparável.

No começo, deixava que as lágrimas pronunciassem meu desespero só para achar meu ponto de equilíbrio – um momento somente meu entre o rancor e amor, brigas internas – as quais aos poucos perderam a força. Como se fosse um reencontro entre corpo e alma, ou quiçá transcendia ao desconhecido.

E naquela última tarde, permiti-me a despedida – entre o velho e o novo eu. Eu olhei o céu e senti...

Pauta para um novo projeto: In Verbis. Escrevi, porque estava bem sem ideias para postar algo e ontem estava olhando o céu de Brasília não há palavras para descrevê-lo. E, logo mais, continuo com o conto. E conheçam o Palavras Mil, quem não conhece.
Beijo pra quem é de beijo.

Antídoto;

Faz-me sentir viva, mas o refuto de meu ser. Persegue-me e num olhar tenta-me. Perambulas e retornas a mim, pujante, latente e pesaroso, porém não pertences a mim. Do coração teu refúgio expulsou-te; da carne à sede ignorou-te; do sabor meu já não tens e em minhas entranhas prorrogo meu pesar. É sabor teu que ainda provo viscoso, derramando pelo excesso, prazeroso, agridoce. Tua essência mistura-se ao rio que me inunda até transbordar e transforma-se em lágrimas caladas. E em silêncio de ti embebi e envenenada permaneci. Sei que também és antídoto, salva-me!
P.S.: Fazia tempo que não escrevia algo pessoal e com as surpresas que a vida sempre nos dá, deu nesse microtexto. Confuso, porque é assim que me sinto. E próximo post coloco o selinho/meme que a Jana me indicou.! (;
Beijo pra quem é de beijo!

"Com açúcar, com afeto"

As gargalhadas eufóricas e a correria davam vida àquela casa. E as vozes conhecidas badalavam estridentes à minha audição, pois os domingos eram fartos de alegria e intensa satisfação. Enquanto os adultos conversavam na cozinha, os primos e irmãos saíam em busca de aventura e diversão. Eu como era a menor sempre era ignorada por eles, mas sempre estava os escoltando com perguntas inocentes e risinhos bobos. Mamãe colocava meu vestido mais simples florido e mandava enturmar-me com os maiores, algo impossível, porém tentava como uma guerreira me encaixar no grupo deles. E enfadada tomava em braços as bonecas de porcelanas e atrás de algum móvel sozinha escondia-me. Logo ouvia o vozerio de tio Aquiles a chamar-me. Então, a minha brincadeira preferida começava.
Ele andava contando os passos calmamente à procura de uma “anãzinha vestida de menina” e me ameaçava, pois se eu não aparecesse, eu sofreria uma grande tortura: um ataque de cócegas “a La Aquiles”. Eu já me remexia antes mesmo dele tocar-me. Sentia suas mãos macias em minha cintura e barriga fazendo-me rir a ponto de querer ir ao banheiro. Quando me achava, pronto, eu gritava feito uma doida pedindo que alguém pagasse minha fiança. No final, ele pedia-me que não ficasse escondida e fosse me divertir com as meninas da vizinhança na praça tranqüila.
Na mesma casa, recostada na cadeira de balanço eu via os flocos de poeira flutuar numa densa nuvem pela sala. Os discos de vinil, livros de grandes autores e várias fotos adornavam as prateleiras intactas e antigas e contavam histórias. Na vitrola tocava “Com açúcar, com afeto” e reaquecia meu coração, embalsamando-me minha’lma, levando-me a outro lugar distante da realidade, e não que fosse destino irreal, mas apenas lembranças – com um sabor agridoce indecifrável, somente conhecido por aqueles capazes de mantê-las vivas na memória por todos os dias de sua vida, recordava-me da felicidade outrora sentida e dos dissabores tornando-se feridas incuráveis.
E ao último sopro de um vento invadindo a casa, inspirei profundo e um palpitar mais forte no coração encheu-me de saudade, de um eu te amo afagado e de um beijo selado em meus lábios; minhas pálpebras pesaram e eu deixei que meus olhos cerrassem quiçá para levar-me a um sonho retomado pelas recordações ou para um sono profundo, deveras eu não queria saber...
P.S.: Ô texto longo... Fazia tempo que não escrevia "assim". Espero que gostem, porque quem nunca se viu velhinho pensando na vida, né?! (; E a Luiza me deu um selinho, obrigada! *-* E layout novo e aos poucos vou fazendo os retoques de olho nas tutoriais da Jana de ajuda imensa e do auxílio da Becka no banner.
Beijo pra quem é de beijo!

(Re)Viravolta;

Após longos passos e tropeços, Clara apoderou-se de uma força sublime e transformadora. Ao chegar a casa, despiu-se, deitou-se na cama e deixou que seus músculos antes rígidos e cansados relaxassem. Desatou o prendedor do cabelo e sentiu um leve farfalhar dos galhos ao toque da brisa antes de invadir seu quarto. Somente a luz do abajur iluminava o ambiente silencioso, apenas alguns carros ainda trafegavam na rua, mas não exigiam paciência, logo tudo seria calmaria. A tensão aos poucos ia dissipando-se do corpo dela e o sono não interrompia a mente da jovem moça.
Os cabelos ondulados castanhos cobriam o pequeno travesseiro, o lençol de algodão roçava em sua pele branca causando grande reconforto e os olhos marejavam de felicidade. Diante de tantas tristezas encontrara a paz. Se paz significa ver sonhos progredirem, então ela estava progredindo e felicitando-se pelas novas conquistas. Há alguns meses não encontrava motivos para sorrir sozinha e tateava no escuro o encontro para o desconhecido. Abandonara antigos pesadelos e reconhecera verdadeiras vontades a si e ao mundo, necessidade antiga.
Fora preciso deixar que um amor partisse, convencer a si mesmo que uma das melhores amigas não era bem sua melhor amiga, viajar sem rumo e passar a virada de ano cheia de idéias para acreditar em seu potencial de superação.
E recosta-se confortavelmente e devaneando dorme. Sonha que amanhã, ou talvez, outro dia, ela será mais feliz. Ela aprendeu a perder para reconhecer o verdadeiro sentido da vitória.


P.S.: Texto inspirado ao receber um email com texto de Chico Xavier, olhei para a minha vida e a inseri em terceira pessoa, só consegui assim. E ouvindo Jordin Sparks, recomendo! E se não for perdir demais conheçam o Projeto Palavras Mil.;D
Beijo pra quem é de beijo!

Soldadinhos de Chumbo, Chapéus de Papel

Da cozinha, enquanto enxugava algumas louças, o observava chegar todos os dias no mesmo horário e da mesma forma. Abria a porta da frente calmamente, lançava-me um olhar como cumprimento e arrastava o corpo de porte alto nos velhos sapatos de couro até a poltrona, onde se jogava pesadamente. Como me era familiar...
Os olhos cor de mel ganhavam um tom sóbrio e forte quando cabisbaixo ficava, a boca rosada formava um pequeno beiço, as narinas inflavam-se euforicamente ao respirar, o cenho enrugava-se e os cabelos finos escuros pendiam para frente. Sim, lembrava-me direitinho, nosso pai. E desde seu falecimento Érico não fazia nada alegremente, vagava como um moribundo pela cidade.
Sentado a mesa comigo não pronunciava sequer uma palavra e eu em tentativas frustradas de convencer-lhe a sair, distrair-se, amuava-me. Então, levantava-se quietamente, dirigia-me meia dúzia de desculpas e promessas de mudanças e ia para o quarto. O qual se trancava e como um guri de dez anos de idade concentrado transformava papéis em chapeuzinhos de soldado. Antiga mania de Heraldo, soldado do exército aposentado, nosso falecido pai.
Na estante de seu quarto, Érico fazia questão de organizar todos seus soldadinhos de chumbo ganhados quando ainda era criança e lhes dava ordens e tornou-os seus fieis amigos. Confidenciava-lhes segredos, intimidades, saudades. E eu ao escutá-lo detrás da porta apenas chorava... Por ele, pela saudade e por mim.

P.S.: Não sei o que dizer sobre o texto, apenas o imaginei e escrevi. (Sendo sincera ;x)
Beijo pra quem é beijo.

Um zero dois: a vida dança

Ensinaram-me que ao movimentar os pés não basta para saber dançar; os contratempos quando contados manter-me-iam no compasso da música; e ao sentir a música vibrar por meu corpo meu quadril remexer-se-ia sedutoramente; se meus olhos não permanecessem fixos em meu parceiro no rodopio tonta ou fora da linha ficaria; e nossas mãos tocariam reciprocamente os corpos...

Logo os comparei à minha vida: não me basta saber andar se não sei aonde quero chegar; os infortúnios ocorrem para que eu não mais erre; como um jogo de quadril aos outros tenho que cativar; e se focada eu ficar, dos caminhos e sonhos meus não irei desviar; a vida é um dar de mãos contínuas – para manter-te na trilha e a cada tropeço ter alguém para levantar-te.

P.S.: Vai dançar sozinho ou acompanhado? Nós sempre podemos escolher... (;
Beijo pra quem é de beijo!

O amor cega!

Foi difícil levantar-me naquela manhã... Os lençóis roçavam minha pele e o sol clareava o quarto e aquiescia-me. Prontamente coloquei-me de pé, porém minha visão estava turva, e como sempre fazia, calculadamente e repetidas vezes, dirigi-me para o banheiro. Uma sensação estranha rompante pairou sobre minha mente, que há muito tempo encontrava-se inebriada, e meus olhos pareceram límpidos, gotejando lágrimas de compaixão.

Extasiada busquei aquele rosto desconhecido refletido no espelho com as mãos e era, magicamente, meu.

Inexplicavelmente, a penumbra e a escuridão me deixaram. Recordo-me daquele par de olhos encarando-me para onde quer que eu fosse. E sempre solícitos para que eu nunca olhasse para o lado, nem adiante, somente para trás. Por tempo suficiente tornei-me refém. Não querendo mais ninguém a me enfeitiçar; até tentara, mas impossível.

Na noite anterior, havia declarado guerra àquele que me prendia e rezei, rezei como nunca: pedi intervenção Divina e que a mim fosse enviada a luz; que o amor permanecesse em mim, mas levasse para longe a outra parte que rendeu meu coração.

E assim, aconteceu. Naquela manhã, eu voltara a enxergar a luz e para longe, o dono daquele olhar agonizante desaparecera.
¹P.S.: Ah, finalmente, consegui postar. Que felicidade!
Esse texto já estava escrito há dias e foi escrito com a intenção de ser publicado aqui mesmo, mas antes sentido por mim. Depois de tropeços e sacolejos da vida, cheguei a conclusão que "o amor cega", não que ele seja cego, como dizem por aí. Mas aos poucos vendamos nossos olhos para não enxergar as verdades, verdadeiros reféns.
Creio que este será o último post do ano e dia 1° mensagenzinha! ;D
Beijo pra quem é de beijo!

Somente;

No teu silêncio guardei e segredei as palavras somente minhas a ti. Quem me dera fossem tuas, mas não as entreguei, e daquelas que te dei não me devolvera; um pedaço meu ainda está contigo, mas as palavras foram somente minhas. Outrora foste meu, deveras não, somente ilusão. Sem beijos, sem toques... Somente eu. Se há de lembrar o meu pedaço em ti contém somente pensamentos e sublimes ensejos de que fora tua. Somente herança do meu eu que partiu.

Natal...

Não há pinheiros enfeitados, pisca-piscas, Papai Noel ou Anjos do Céu que venham anunciar a paz no mundo. Dentro de nós continua o emaranhado de sentimentos e o maior deles rebelando-se, a raiva. Não há paz dentro de si, não há sossego no mundo. Sinta-se culpado. Mas o Natal existe, dê Glória!
Arrependimentos e perdões poderão ser ditos e sentidos, porém não o faça só por benevolência, o sinta de verdade; as palavras podem ser esquecidas, mas seus atos o denunciarão. Beneficiando-se com boas atitudes, será Natal todo o dia. Não é fácil, mas quem disse que viver seria fácil?!
Relembre todos os dias as bem-feitorias e ganhos do próprio esforço, tome como hábito gestos simples. O espírito de Natal nos prepara para a chegada de um novo ano e agora é hora de renovar a mente! Tenha um feliz Natal!
*P.S.: Escrevi esse texto rapidamente para vocês meus amigos e leitores blogueiros, e espero que o Natal ainda faça sentido para vocês, porque a mim também tem sido difícil enxergar a certeza de que "dias melhores virão", mas se eu não mudar, ninguém o fará por mim, não é verdade?!
Beijo pra quem é de beijo!

Menina-mulher

Toda menina-mulher espera: o “beijo roubado”, palavras que confortam – “eu sempre vou estar aqui”, ou as que revoltam – “não é o que você está pensando”, ou as que fazem felizes – “eu te amo”.
Todo menina-mulher sabe que há: no desespero uma lágrima insistente a cair; na despedida a esperança – de que ele se arrependa, de que ele volte, ou de que tudo possa ser esquecido.
Toda menina-mulher terá: um amor inesquecível e muitas paixões frustradas.
Toda menina-mulher pode: recomeçar sozinha a viver e amar mais...
Toda menina-mulher quer: ser perfeita para ser amada, assim como ama alguém perfeito a seus olhos!
Toda menina-mulher é: assim como você - metade menina, metade mulher!
*P.S.: Me sentindo melhor, graças a Deus e a mim. Quem nunca passou por uma desilusão que atire a primeira pedra... E vou aproveitar, porque acaba sendo um pouco inspirador essa dorzinha. Voltei com o antigo lay, porque ele é mais Zen para a minha pessoa e o outro tava me dando nos nervos... É isso!
Beijo pra quem é beijo!

A alma e o corpo clamam;

Minha’lma padeceu:
O amor ferido,
A dor latente,
O coração roubado,
A coragem fez-se ausente.

E o corpo chorou:
Adeus, martírio!
Perdeu-se a meada,
Será que fora amada?

A palavra que não pronunciei:
Para alento afoguei-me no silêncio,
No desespero a alma proferiu o coro
Em uníssono das gotas d’água,
O choro.

*P.S.: Ah, esse post está bem tristezinho né? Desculpem-me, mas é que foi isso que aconteceu, e só soube transpô-lo em papel assim, as palavras fluiram e eu postei aqui, só para não deixar em branco. "É preciso cair sete vezes para se levantar oito!"
Beijo pra quem é de beijo! Volto logo com algo decente. E também sem visitar os blogs que gosto, volto, juro pro'cês.

Porta-retrato de um viajante

Da janela do carro o porta-retrato de um viajante, fotografado por olhar curioso: a estrada e a paisagem. Trilha sonora: o vento tocando com voracidade o rosto e zumbindo aos ouvidos por ser puro. A cada trecho o céu materializava-se como cortina azul e flocos de algodão espalhados por criança travessa; ao chão o carpete cor de verde vivo acobertando planícies e relevos; dentro do veículo os companheiros em silêncio apenas a observar e a escutar Led Zeppelin, Scorpions e Beatles. Satisfazer-se ao tocar o fio da imensidão já que não pudera ser alcançada; liberdade recompensada.


*P.S.: Que saudade de escrever aqui, vocês não têm noção! Para falar a verdade tendo computador como um vício, me fez falta nesses três dias. Foi muito relaxante essa viagem e esse relato aí acima é tudo o que vi e senti, só esqueci de tirar fotos decentes para acompanhá-lo. Acho que todos deveriam ter a oportunidade de pôr o pé na estrada e tirar suas próprias conclusões. Renovada!
Beijo pra quem é de beijo!

Destila-me;

Transcrevo as palavras do amor,
Enquanto as lágrimas não atingem o papel
Com direito a trovões e borrões
Que perdurarão em meu céu.

Coração roto,
Hoje, és um estorvo,
Como velhas lamúrias
E antigas angústias.

É vaga a paz
E como não o tive, e não o tenho,
Quero-te ainda mais.

O caos destila-me as forças
Em velocidade atroz.



*P.S.: Bom, só para não deixar aquele meme tosquicíssimo como último post, e para não demonstrar o desleixo que estou com esse blog, resolvi postar esse poema aí que escrevi em dias de sofrimento. Superei essa semana desafetos que a muito tempo vinham a perturbar-me. E talvez, seja hora de escrever mais sobre outros assuntos. É egoísmo falar somente do meu mundinho, por isso, Sexta-Criativa vou tentar postar pela manhã e por assim, vai. Creio que ainda posto umas coisas sobre desapego... Principalmente, a algumas semanas do final do ano. Mudando de assunto, fiquei triste por não ter conseguido participar do projeto de Natal da Bruna , de escrever um livrinho caseiro para crianças - quem é leitora dela, sabe do que estou falando, muito bonita a iniciativa dela.
Beijo pra quem é de beijo, fico por aqui!

Ser errante;

Foram as buscas incessantes que me fizeram “ser errante”. Anulei-me pra teu bem, e hoje, não sou ninguém por insistir em querer-te. E o que é amar, se a vida não vai parar para reparar os danos?! Irreparável. O tempo continuará a andar. Irreversível. É de se estranhar, porque amar é me cuidar quando parte de ti partir de mim.
*P.S.: Volto em breve com algo decente!