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Sobre blogs

A crescente popularização dos blogs vêm me aterrorizando. Talvez alguns me digam que eu não tenho dom algum, e tampouco tenho um blog bom e que não devo falar a respeito, mas, meu caro, se você acha meu blog ruim não o visite. Porém não tente aumentar o seu ibope com conteúdo inútil.

O interesse hoje de quem “cria” um blog é ter a falsa impressão de que basta jogar uma dúzia de informações copiadas ou até mesmo plagiadas e ficará famoso no mundo virtual. Elaborar conteúdo, ter capacidade de mantê-lo e formar vínculos com outros blogueiros e comentaristas é para poucos. E a “fama” venha a ser recompensa de um bom trabalho. O pior é ver as pessoas bajulando, idolatrando e comprando essa falta de criatividade/ originalidade.

Para quem deseja trabalhar como tradutor, escritor ou em algum meio do jornalismo, ou que envolva línguas ou até mesmo outras profissões busca através de um blog adaptar-se àquilo que quer para si e que será o seu futuro. Contudo têm quem julgue o conteúdo pela vaidade de ter um blog cheio de “frufrus”. Claro que não são pessoas desleixadas, mas essas estão preocupadas com a veracidade daquilo que escrevem e levam com seriedade o que fazem. Talvez se importem menos, porém não menosprezam esses pequenos detalhes. Ou você que seja fútil demais por querer julgar o quão bom é um escrito pela aparência do blog. Há quem o faça somente para diversão e o leva com a mesma dedicação de quem trabalha num blog por profissão.

Meu post vem em tom de protesto, porque estou cansada de ler textos sem nexo e com português chulo, falando daquilo que não sabe e por ver pessoas se sentirem “blogueiros/as” sendo fúteis.

Em parte esse texto já havia sido ensaiado, mas nunca conseguia falar tudo o que realmente queria e após ler um post da @Yasminck as ideias se materializaram. É legal quando alguém te inspira e "textos se somam".
Ganhei em 3º lugar junto com a @Ericona no último Bk. E fiz minha primeira parceria com a Raphilicious, logo organizo tudo.
Beijo pra quem é de beijo.

Foge mulher!

E mais uma vez tudo se repetia. A campainha tocou insistentemente naquele dia, era Nina de doze anos de idade, filha de Maria, a vizinha. Chorava compulsivamente e eu entendia bem o porquê.

Antônio, seu pai, chegava bêbado todos os dias. Bebia para esquecer os problemas, fazer farra ou até mesmo quando não tinha motivos, encontrava algum para se afogar na “manguaça”. E como se não bastasse a bebida, vivia jogando, gastando o pouco dinheiro que Maria conseguia com as diárias que fazia.

Ofereci meu lugar no sofá e enquanto afagava-lhe os cabelos, pesadamente eu respirava. Não suportava mais vê-la daquele jeito. Escutávamos os ruídos dos móveis velhos sendo arrastados e o estardalhaço que os objetos faziam ao serem arremessados contra a parede e ao chão.

Nina falava entre soluços e gaguejos:
- Não quero mais ver ela assim, tia. Ela não merece!

E não merecia mesmo. No início, Maria ainda lutava contra as mãos ferozes do marido, mas aos poucos fora perdendo as forças e com isso, a vontade de viver. Parecia que queria morrer ali. E Nina afirmava que a mãe era uma doida varrida de amor pelo marido. Que amor era aquele... Que destrói os sonhos e deixa marcas pelo corpo?! Não havia desculpas para tal atitude.

E eu mais uma vez tentava convencer a menina a deixar-me ligar para a polícia, porém era guerra vencida. Ela tinha medo que o pai não fosse preso e voltasse para casa com ainda mais raiva das duas.

Como sempre, ela voltava para casa com alguns doces que minha mãe lhe dava quando as coisas se acalmavam por lá. Mas naquele dia... Ah, se eu tivesse chamado a polícia...
¹P.S.: Denuncie! É isso que tenho a falar, hoje, com esse meu post. Texto fictício, mas que existe em qualquer lugar. Meu primeiro aviso é para mulheres: não aceite qualquer insulto ou "tapinha", uma hora a coisa se descontrola e só Deus sabe onde vai parar. Segundo: se ver alguma mulher em apuros não meta-se a valentão (a), chame a polícia. Terceiro: se acompanha algum caso de violência contra a mulher, tome uma decisão pela vida de outra pessoa, ou o problema pode tomar proporções maiores e irreversíveis. Ligue: 180.
²P.S.: Texto inspirado pelo post do blogueiro Cafa.
Beijo pra quem é de beijo!