Fincara os pés na Capital do meu Brasil há muito tempo guinchando sonhos pelas estradas. Construíra mansões àquela gente rica, limpara o chão para que as mesmas passeassem e cuidara do jardim para deixá-las mais alegres. Em troca ganhara alguns palavrões por ter quebrado tijolos num escorregão, cuspidas nos pés, pois as palavras embebiam as falcatruas e daquelas rosas que plantara foram despetaladas por romantismo barato.
Em meio à multidão, era apenas mais um Zé vindo do nordeste brasileiro e tendo seus anseios cada vez mais escachados nos discursos dos senhores...
- Coitado daquele que ainda acredita neles! Pobre coitado daquele que nada faz diante deles! – pensava Zé, acreditando estar de mãos atadas em mais uma fila a procura de um novo emprego que o fizesse sentir-se digno.
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¹P.S.: Há muito tempo prometia mudar o rumo do que escrevo, não que o fiz neste texto, mas algo a se pensar: 2010 eleições e quantos "Zés" não têm por esse Brasilzão em busca de um emprego digno ou da felicidade nas capitais...
Beijo pra quem é beijo!
Beijo pra quem é beijo!